A banalização da futilidade
Dizem por aí que podemos medir o grau de inteligência de uma sociedade pelas celebridades que ela produz. Se assim for, e usarmos a escala kelvin para medir a inteligência e sabedoria de nossa sociedade, seremos obrigados a atribuir um valor negativo.
Quando ligo a t.v., ou leio os cadernos de *sic* cultura (?) dos jornais, e me deparo com “notícias” que nos informam como foi a ida de Irislene Estefanele ao cabeleireiro, ou que Luciana Gimenez liderou o Ibope por entrevistar alguma idiota qualquer, sinceramente, diante de tais fatos, sinto vergonha de (ou do, você escolhe) ser humano. Isso também acontece contigo?
É impressionante como as pessoas que entram em evidência, na maioria, são ícones de parvoíce, futilidade e imbecilidade. Não sabem conversar, se expressar, opinar sobre nada... Mas mesmo assim são cultuadas como o paradigma a ser seguido. Êta vida besta, meu Deus!
E nas rádios e tevês especializadas em música? Funk, axé, sertanejo, emo-pop... e mais um mundo de aberrações musicais (?) dominam, sei lá, uns 75% da programação, enquanto os outros 25% são divididos entre fofocas, esportes, religião, algumas informações relevantes e poucas músicas boas. A mídia nos diz que é moda, e jogam jargões como: “ A música do momento”, “a tendência do verão”. Merda! Quem dita as regras da moda? Existe algo mais fútil e efêmero do que a moda? Essas musiquinhas de hoje ninguém mais lembra amanhã.
Eu sei que existem muitos fatores responsáveis por essa cultura fast-food (ou seria fast-fútil?), mas não estou nem um pouco a fim de discorrer sobre isto no momento. Visto que, quem leu até aqui já possui no mínimo alguma consciência crítica para analisar por si só quais são estes fatores (históricos, psicológicos, sociológicos, religiosos, filosóficos, culturais...). Quanto ao restante, os anencéfalos que aqui critiquei, nem ao menos se sentirão ofendidos, pois não terão paciência de ler este texto (e eu sei que escrevi pouco). E, afinal, pensar, ler, criticar racionalmente é muito démodé. E, além do mais, deve ter algum programa ocupado em transmitir informações especulativas sobre a vida das celebridades (leia-se fofoca sobre artista) passando neste momento, e no anterior, e no seguinte... E por aí vai.
27 de out. de 2007
Rabiscado por
Spencer Bruno
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